Papel do Surf na Economia em discussão na FIL
O papel dos desportos de ondas como alavanca para o desenvolvimento económico do país esteve hoje à tarde em debate na FIL numa conferência organizada pela AIP/FIL, Secretaria de Estado do Mar, Fórum Empresarial da Economia do Mar, Turismo de Portugal e Oceano XXI.
Numa conferência dividida entre autarquias e associações desportivas – entre as quais, a Federação Portuguesa de Surf, representada pelo seu presidente Guilherme Bastos –, debateu-se o papel do surf, bodyboard, skimboard, longboard, mas também do windsurf e kitesurf, como polos de dinamização económica da costa portuguesa.
As autarquias estiveram representadas pelos presidentes da Câmara de Peniche (António José Correia), Figueira da Foz (João Ataíde ) e Nazaré (Jorge Barroso), e pelo vereador da Câmara de Mafra José Bizarro. Pelas associações desportivas estiveram Guilherme Bastos, pela FPS, Paulo Costa pela Associação Portuguesa de Bodyboard, Francisco Rodrigues pela Associação Nacional de Surfistas, além de João Ataíde Ferreira, em representação do kitesurf e Nuno Mayer Jardim pelo windsurf.
Entre as várias propostas que saíram desta iniciativa, destacaram-se a necessidade de uma maior articulação entre as autarquias com condições naturais para a prática dos desprtos náuticos no geral e de ondas ou \"deslize\" em específico, uma gestão e maximização dos recursos naturais, mas também de infraestruturas como os Centros de Alto Rendimento de Surf.
Os autarcas presentes aproveitaram para fazer um balanço da sua actividade e expôr alguns planos para 2012, enquanto as associações fizeram uma radiografia da sua actividade e dos desportos que regem.
Neste contexto, alguns números interessantes foram sublinhados, como o número de surfistas em Portugal, com a ANS a aventar um número de 212 mil surfistas (sondagem Marktest/Surf Portugal) e do impacto do Surf na economia nacional, qualquer coisa como 0,2% do PIB.
Entre as propostas dos autarcas, destaque para os projectos da Câmara Municipal da Nazaré, que envolvem a exploração do fenómeno de ondas grandes da Praia do Norte, mas não só, o Mundial de Peniche, ou a criação de infraestruturas vocacionadas para o surf como a reestruturação de Ribeira D\'Ilhas na Ericeira (Mafra) ou uma estância de surf na Figueira da Foz.
Constante nesta troca de ideias, o papel fundamental dos \"desprtos de deslize\", surf e desprtos de ondas, mas não só, na atracção de investimento, fomento do turismo e dinamização da economia. O ciclo de conferências continua na FIL e, para a FPS, culmina no domingo com uma homenagem aos campeões nacionais de todas as modalidades e escalões da Federação Portuguesa de Surf.